Já reparou que em muitas vezes que temos conversas com pessoas (ao vivo), várias das coisas que são faladas no diálogo, a princípio, são irrelevantes? Por exemplo, você encontra alguém que você não vê há bastante tempo, essa pessoa está usando uma chuteira e roupa de futebol, você nota isso como algo diferente e, quase que inevitavelmente, sente vontade de falar sobre isso. Você lembra que a namorada dele que você conheceu, e até se simpatizou, odiava que ele saísse para jogar com os amigos. Então, em vez de perguntar se ele terminou com a namorada (por pensar que pode ser uma pergunta meio inconveniente), você manda um "E aí, vai jogar bola?" com um certo ar de surpresa, que funciona como dica de que não é apenas uma pergunta retórica. Poderíamos considerar como uma pergunta bem descartável, mas isso se o objetivo da pergunta fosse apenas saber o que de fato foi perguntado.
Ao fazer essa pergunta, você dá a chance de que ele responda apenas "sim" e o assunto morrer, mas esse risco parece valer a pena comparado ao risco de você perguntar sobre a namorada que ele gostava muito e isso gerar um certo desconforto no momento que você quer evitar, ainda mais porque a resposta sendo apenas um sim, você provavelmente poderá notar pela expressão corporal/tom de voz se ele terminou com a namorada, e até como ele se sente em relação a isso. Esse tipo de análise do que foi sendo dito se aplica a todo o desenrolar da conversa que pode acontecer dali em diante, e simples respostas monossilábicas podem resumir dezenas ou até centenas de palavras.
Tivemos aqui um exemplo bem específico e simplório, mas imagine como isso acontece em basicamente todos os diálogos e com um nível maior de profundidade, desde conversas sobre a vida até negociações importantes. Às vezes, o "bobo" está apenas extraindo informações suas que o interessam, sem que você nem perceba.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Pessoas de palavra
Quando você combina algo com alguém: "Ei João, até quarta-feira eu te entrego a câmera que você me emprestou", você está assumindo um compromisso com o João. Você prometeu. Significa que o mundo pode entrar em um colapso apocalíptico, mas até quarta-feira você vai entregar, de um jeito ou de outro.
Algumas pessoas são campeãs na arte de dar desculpa: "pois é, eu disse que entregaria na quarta, mas sabe, minha tia precisou de mim nesses últimos dias e...". Se você faz isso e fica contente porque conseguiu se dar bem com apenas uma historinha, saiba que você saiu muito mais no negativo do que parece.
Não interessa o quão catastrófica, verdadeira e convincente seja a sua história, você perdeu credibilidade por não ter cumprido sua promessa. Não se engane em achar que está tudo bem porque o João deu um sorrisinho e disse que não tem problema. Futuramente, ele não só terá mais dificuldade em te emprestar essa câmera por não poder contar que ela estará de volta quando ele precisar, como também ele tende a levar menos a sério qualquer compromisso que você venha querer firmar com ele. Ou seja, ele pode já não contar com sua presença em algum lugar mesmo com sua confirmação, já não confiar o bastante na sua palavra te indicar para a vaga de alguma oportunidade, já não falar bem de você para outras pessoas e por aí vai...
Claro que estamos sujeitos a errar vez ou outra, mas cabe a você ver se esse tipo de situação é regra ou exceção em sua vida. Se você acredita que pode acontecer algo que vai te impedir de cumprir uma promessa, simplesmente não prometa.
Algumas pessoas são campeãs na arte de dar desculpa: "pois é, eu disse que entregaria na quarta, mas sabe, minha tia precisou de mim nesses últimos dias e...". Se você faz isso e fica contente porque conseguiu se dar bem com apenas uma historinha, saiba que você saiu muito mais no negativo do que parece.
Não interessa o quão catastrófica, verdadeira e convincente seja a sua história, você perdeu credibilidade por não ter cumprido sua promessa. Não se engane em achar que está tudo bem porque o João deu um sorrisinho e disse que não tem problema. Futuramente, ele não só terá mais dificuldade em te emprestar essa câmera por não poder contar que ela estará de volta quando ele precisar, como também ele tende a levar menos a sério qualquer compromisso que você venha querer firmar com ele. Ou seja, ele pode já não contar com sua presença em algum lugar mesmo com sua confirmação, já não confiar o bastante na sua palavra te indicar para a vaga de alguma oportunidade, já não falar bem de você para outras pessoas e por aí vai...
Claro que estamos sujeitos a errar vez ou outra, mas cabe a você ver se esse tipo de situação é regra ou exceção em sua vida. Se você acredita que pode acontecer algo que vai te impedir de cumprir uma promessa, simplesmente não prometa.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
"Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia."
Como pode esse ditado estar certo? Não é possível que uma pessoa com 30 anos a mais de vivência que eu não possa me dar um bom conselho sobre algum assunto em específico, pois muito provavelmente ela inclusive já passou pela mesma situação e sentiu na pele o que foi fazer uma escolha "errada".
Na verdade, dependendo do ponto de vista, essa escolha não foi errada, pois podemos vê-la simplesmente como um pedaço do caminho que precisou ser percorrido para a atual plenitude de sua consciência. Uma escolha que dê em resultados não esperados (sejam eles bons ou ruins) contribuirá para que as próximas tomadas de decisão sejam mais precisas, pois haverá mais informações relacionadas ao que já foi vivido para serem colocadas na balança com o que você tem de prioridade nesse momento, bem como analisar se vale a pena os correr os possíveis riscos avistados.
Agora podemos inverter a pergunta do início: como pode alguma outra pessoa, por mais vivida que seja, saber melhor do que você sobre as suas prioridades, os riscos que você se dispõe a correr e sua experiência de vida?
Claro que é válido conversar com outras pessoas e pedir conselhos, pois elas terão uma outra visão da sua situação e isso pode te ajudar escolher um bom caminho por te abrir novos horizontes de pensamento, mas não siga o que te aconselharem simplesmente por acreditar e confiar na pessoa, muito menos se iluda achando que outra pessoa pode resolver um problema que é seu.
Na verdade, dependendo do ponto de vista, essa escolha não foi errada, pois podemos vê-la simplesmente como um pedaço do caminho que precisou ser percorrido para a atual plenitude de sua consciência. Uma escolha que dê em resultados não esperados (sejam eles bons ou ruins) contribuirá para que as próximas tomadas de decisão sejam mais precisas, pois haverá mais informações relacionadas ao que já foi vivido para serem colocadas na balança com o que você tem de prioridade nesse momento, bem como analisar se vale a pena os correr os possíveis riscos avistados.
Agora podemos inverter a pergunta do início: como pode alguma outra pessoa, por mais vivida que seja, saber melhor do que você sobre as suas prioridades, os riscos que você se dispõe a correr e sua experiência de vida?
Claro que é válido conversar com outras pessoas e pedir conselhos, pois elas terão uma outra visão da sua situação e isso pode te ajudar escolher um bom caminho por te abrir novos horizontes de pensamento, mas não siga o que te aconselharem simplesmente por acreditar e confiar na pessoa, muito menos se iluda achando que outra pessoa pode resolver um problema que é seu.
Para começo de conversa...
Bom, primeiramente quero explicar o motivo pelo qual criei este blog.
Sempre tive uma certa sede por entender e saber os porquês do que estava à minha volta. Mais especificamente, costumo passar bastante tempo fazendo reflexões sobre as relações entre as pessoas, sobre os motivos que as levam a tais atitudes ou formas de pensar. Nesse vício por refletir, cheguei ao ponto de pensar até sobre meus próprios pensamentos, criando uma recursividade de ideias que acredito ser interessante colocá-las para fora de alguma forma.
Aqui, quero compartilhar pensamentos que às vezes chegam a ser muito profundos para serem colocados em pauta em um encontro com amigos, e que me interessa saber outras opiniões acerca do assunto, tanto para saber se concordam ou não, quanto para que eu tenha noção de quão óbvio essas ideias são para cada pessoa.
Vou terminar esse primeiro post por aqui porque a melhor forma de entender sobre o que o blog se trata é lendo os próximos. Até breve.
Sempre tive uma certa sede por entender e saber os porquês do que estava à minha volta. Mais especificamente, costumo passar bastante tempo fazendo reflexões sobre as relações entre as pessoas, sobre os motivos que as levam a tais atitudes ou formas de pensar. Nesse vício por refletir, cheguei ao ponto de pensar até sobre meus próprios pensamentos, criando uma recursividade de ideias que acredito ser interessante colocá-las para fora de alguma forma.
Aqui, quero compartilhar pensamentos que às vezes chegam a ser muito profundos para serem colocados em pauta em um encontro com amigos, e que me interessa saber outras opiniões acerca do assunto, tanto para saber se concordam ou não, quanto para que eu tenha noção de quão óbvio essas ideias são para cada pessoa.
Vou terminar esse primeiro post por aqui porque a melhor forma de entender sobre o que o blog se trata é lendo os próximos. Até breve.
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